A imitação de Cristo
Mesmo sem tempo pra expor um pouquinho das milhares de coisas contidas na minha cabecinha humana, estava lendo um texto que expressa muito bem um dos sentimentos presentes nela. Concordo plenamente com a explanação feita por Thomas à Kempis em seu texto “A imitação de Cristo”, e por isso resolvi postar aqui.
Thomas à Kempis foi um monge e escritor místico alemão que ficou muito conhecido com esse texto!
Enfim, leiam!
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A imitação de Cristo
Jesus tem muitos que amam seu reino celestial, mas poucos que carregam a sua cruz. Muitos desejam consolo, mas poucos a tribulação. Muitos se sentarão à mesa com ele, mas poucos compartilharão seu jejum. Todos querem alegrar-se com ele, mas poucos desejam sofrer com ele.
Muitos o seguirão até o partir do pão, mas poucos beberão com ele o cálice de sua Paixão. Muitos admiram seus milagres, mas poucos abraçam a vergonha de sua cruz. Muitos amam a Jesus quando tudo está bem com eles, e o louvam quando ele lhes concede um favor; mas, se Jesus se esconde e os abandona por algum tempo, eles começam a queixar-se e ficam abatidos.
Aqueles que amam a Jesus unicamente por ele e não por amor amor a si mesmos bendizem-no na tribulação e na angústia assim como no tempo da consolação. Mesmo que ele nunca lhes enviasse um consolo, eles ainda o louvariam e lhe renderiam graças.
Ah! Como é poderoso o amor puro de Jesus, quando não vem misturado com interesses egoístas ou amor-próprio! Os que pensam apenas na própria vantagem não mostram que amam a si mesmo mais do que a Cristo? Onde se encontrará alguém disposto a servir a Deus sem procurar uma recompensa?
É difícil encontrar alguém tão espiritual que esteja disposto a despojar-se de todas as coisas. Onde se encontrará alguém alguém realmente pobre em espírito e livre de todo apego às criaturas? Tal pessoa é um raro tesouro de mares distantes (v. Pv 31:14).
Por Thomas à Kempis





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